Um página apenas para frases, textos, desabafos, mágoas, dúvidas ou simples palavras...♠

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Mais um texto, só mais um

A vida não é fácil, nunca foi. Mas parece que aos poucos, a medida que os anos passam e você acha que aprende, tudo se torna mais difícil. Você passa a ser mais exigente.Não quer mais amores simples, beijos mornos ou mãos pudicas. As notas nove e meio já não são o bastante. Chegar à meia noite é coisa de Cinderela.
Mas ao seu redor, tudo muda também . Suas escolhas já não afetam somente você, suas responsabilidades podem mudar vidas alheias. Agora você pode chegar as cinco da manhã, mas lembre-se garota que amanhã é segunda-feira e você tem que levantar de acordo com os horários dos outros.
Você pode desejar o que e quem quiser. Mas cuidado menina, seus desejos podem ser perigosos! Eles podem te levar a um mundo obscuro onde sonhos tornam-se pesadelos e príncipes são trolls com sorrisos bonitos.
Seguir caminhos que já foram percorridos já não tem mais graça, mas criar uma trilha nova, por lugares virgens pode ser uma aventura sem volta.
Você chega a um estágio onde ou você vai ser você pra sempre ou resolve mudar pra sempre. E não vai ser pintando o cabelo de verde, usando meia arrastão e delineador pink que você vai mudar quem é. Chega um momento em que você perde algo que quis por muito tempo, só ai você percebe que ser você não basta, é preciso ir além.
É importante, para se auto-afirmar, romper barreiras, partir corações e arrasar em pistas de dança.Você sente necessidade de passar um batom vermelho e olhar pra alguém fixamente, sem desviar o olhar, sem fazer gesto nenhum. Começa a ter vontade de ler um livro novo, escutar 'Garota Nacional' e dançar na frente do espelho sem ninguém olhando. Você vai chorar sem motivo aparente, apagar fotos velhas do orkut e deletar contatos do msn. Isso, tecnicamente, não muda quem você é, mas na essência, faz você perceber que pode mudar, que pode ser alguém melhor.
Ai vem a parte mais difícil, é preciso tomara decisão e isso é uma coisa que só você pode fazer.
E ai, o que você vai decidir?


Pricila Langner Ramos
12-04-2010
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A primeira vez



Você sempre me disse que sua maior mágoa era eu nunca ter escrito um texto sobre você. Nem que fosse te xingando, te expondo. Qualquer coisa.
Você sempre foi o único homem que me amou. E eu nunca te escrevi nem uma frase num papelzinho amassado.
Você sempre foi o único amigo que entendeu essa minha vontade de abraçar o mundo quando chega a madrugada. E o único que sempre entendeu também, depois, eu dormir meio chorando porque é impossível abraçar sequer alguém, o que dirá o mundo.
Outro dia eu encontrei um diário meu, de 99, e lá estava escrito “hoje eu larguei meu namorado sentado e dancei com ele no baile de formatura”. Ele, no caso, é você. Dei risada e lembrei que em todos esses anos, mesmo eu nunca tendo escrito nenhum texto para você, eu por diversas vezes larguei vários namorados meus, sentados, e dancei com você. Porque você é meu melhor companheiro de dança, mesmo sendo tímido e desajeitado.
Depois encontrei uma foto em que você está com um daqueles óculos escuros espelhados de maconheiro. E eu de calça colorida daquelas “bailarina”. E nessa época você não gostava de mim porque eu era a bobinha da classe. Mas eu gostava de você porque você tinha pintas e eu achava isso super sexy. E eu me achei ridícula na foto mas senti uma coisa linda por dentro do peito.
Aí lembrei que alguns anos depois, quando eu já não era mais a bobinha da classe e sim uma estagiária metida a esperta que só namorava figurões (uns babacas na verdade), você viu algum charme nisso e me roubou um beijo. Fingindo que ia desmaiar. Foi ridículo. Mas foi menos ridículo do que aquela vez, ainda na faculdade, que eu invadi seu carro e te agarrei a força. Você saiu cantando pneu e ficou quase dois anos sem falar comigo.
Eu não sei porque exatamente você não mereceu um texto meu, quando me deu meu primeiro cd do Vinícius de Morais. Ou quando me deu aquele com historinhas de crianças para eu dormir feliz. Ou mesmo quando, já de saco cheio de eu ficar com você e com mais metade da cidade, você me deu aquele cartão postal da Amazônia com um tigre enrabando uma onça.
Também não sei porque eu não escrevi um texto quando você apareceu naquela festa brega, me viu dançando no canto da mesa, e me disse a frase mais linda que eu já ouvi na minha vida “eu sei que você não gosta de mim, mas deixa eu te olhar mesmo assim”.
Talvez eu devesse ter escrito um texto para você, quando eu te pedi a única coisa que não se pede a alguém que ama a gente “me faz companhia enquanto meu namorado está viajando?”. E você fez. E você me olhava de canto de olho, se perguntando porque raios fazia isso com você mesmo. Talvez porque mesmo sabendo que eu não amava você, você continuava querendo apenas me olhar. E eu me nutria disso. Me aproveitava. Sugava seu amor para sobreviver um pouco em meio a falta de amor que eu recebia de todas as outras pessoas que diziam estar comigo.
Depois você começou a namorar uma menina e deixou, finalmente, de gostar de mim. E eu podia ter escrito um texto para você. Claro que eu senti ciúmes e senti uma falta absurda de você. Mas ainda assim, eu deixei passar em branco. Nenhuma linha sequer sobre isso.
Depois eu também podia ter escrito sobre aquele dia que você me xingou até desopilar todos os cantos do seu fígado. Eu fiquei numa tristeza sem fim. Depois pensei que a gente só odeia quem a gente ama. E fiquei feliz. Pode me xingar quanto você quiser desde que isso signifique que você ainda gosta um pouquinho de mim.
Minhas piadas, meu jeito de falar, até meu jeito de dançar ou de andar. Tudo é você. Minha personalidade é você. Quando eu berro Strokes no carro ou quando eu faço uma amiga feliz com alguma ironia barata. Tudo é você. Quando eu coloco um brinco pequeno ao invés de um grande. Ou quando eu fico em casa feliz com as minhas coisinhas. Tudo é você. Eu sou mais você do que fui qualquer homem que passou pela minha vida. E eu sempre amei infinitamente mais a sua companhia do que qualquer companhia do mundo, mesmo eu nunca tendo demonstrado isso. E, ainda assim, nunca, nunquinha, eu escrevi sequer uma palavra sobre você.
Até hoje. Até essa manhã. Em que você, pela primeira vez, foi embora sem sentir nenhuma pena nisso. Foi a primeira vez, em todos esse anos, que você simplesmente foi embora. Como se eu fosse só mais uma coisa da sua vida cheia de coisas que não são ela. E que você usa para não sentir dor ou saudade. Foi a primeira vez que você deixou eu te olhar, mesmo você não gostando de mim.
E foi por isso, porque você deixou de ser o menino que me amava e passou a ser só mais um que me usa, que você, assim como todos os outros, mereceu um texto meu.
 Tati Bernardi
Esse texto me emocionou, não sei por quê, mas amei ele.
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segunda-feira, 5 de abril de 2010

...


Sinto falta dos tempo em que a solidão era confortável, que o vazio era esperado. Estou tão cansada de esperar que chova novamente, que as flores respirem e nasçam. Já não me restam mais esperanças, tudo parece tão inútil. Sinto que tudo dá certo para os outros e nada dá certo pra mim.
Às  vezes até penso em fugir, trocar de nome, esquecer essa Pricila e inventar uma pessoa nova, e fazer com que ela seja tudo que eu não fui, da melhor maneira possível.

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quarta-feira, 31 de março de 2010

Essa falta

Por que sinto essa falta de coisas que nunca tive? Esse vazio que me corrói o peito, tranca minha garganta, me faz verter lágrimas salgadas demais. Como eu posso sentir saudade de situações em que só li, ouvi falar ou até vi, mas não comigo, nunca era eu.
Que dor é essa? Que solidão horrível, nunca havia sentido isso antes! Minhas solidões eram sempre companheiras, eu as tinha com muito prazer. Como pode uma pessoa mudar assim as perspectivas sobre assuntos tão profundos. E como dói, meu Deus, me sinto tão frágil, como se uma leve brisa pudesse me fazer em pedaços, ou pelo menos espalhados, já que já estou tão fragmentada, tão quebrada, moída.
Que sentimento é esse que me destroça, me amarra,me desfaz. Já não sei quem me olha no espelho, não sou eu,  não posso ser!
Quem é essa garota infantil, fraca, idiota, que chora, que desprendeu a rir. Que desgraça é essa? Qual foi meu erro para merecer tal punição?
A felicidade não é algo que devia tocar à todos? Quem foi que tomou meu pedaço? Quem me levou embora?
Estou com aquela sensação que todo mundo ao meu redor tem alguém com quem sonha a noite. Onde estão meus sonhos? Onde está o meu príncipe encantado? Não precisa de cavalo branco nem de coragem, precisa só de amor.
Só precisa de carinho, compreensão. Só precisa ser alguém em quem eu possa me atirar nos braços e apertar forte, que beije minha testa e enxugue minhas lágrimas, alguém que me entenda, que fique calado enquanto eu falo as besteiras que estão me sufocando. Alguém que me abrace forte também, que diga que me ama pra sempre, mesmo que isso seja mentira. Preciso de alguém que minta pra mim! Alguém que finja me entender. Não precisa ser perfeito, basta ser meu.
Não peço que dure anos. Queria só que fosse intenso, que abrandasse essa dor, que curasse essa ferida.
Queria um sorriso torto, uma palavra de carinho, um braço envolta da cintura. Lábios frio e mãos quentes.
Queria alguém, não precisa ter qualidade, se achar melhor ter só defeitos, que seja! Queria só que meus olhos brilhasse e meu sorriso não pudesse ser contido. Queria que me ligasse no meio da noite pra dizer que me ama, que me tirasse da aula para me dar um beijo. Não precisa me apresentar para os amigos, se quiser nada será público, só quero que exista, que seja!
Mas não tenho esperança, você nunca vai chegar.
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domingo, 28 de março de 2010

Te amo, mas não te quero mais

Saber que ao longe vejo você partir me faz sentir que fico cada vez menor
Sentir-me assim me mata aos poucos, uma vez mais.
Sorrir, desse modo forçado, me recorda como fingir, me transforma na mais perfeita atriz.
Meu coração bate ao contrário, alternando entre vagarosas batidas e rápidos e incessantes pulsos.
Mortais companheiros dessa paixão.
Insanamente deixei-me ir. Leve, veloz, desesperadamente incapaz de voltar.
E do alto desse monte em que hoje estou, olho esse vale de solidão em que vivi por tanto tempo.
Sinto pena de mim, desse eu que fui por tanto tempo.
Mas olho mais em frente, para um horizonte de um colorido novo.
Um futuro que começo a desenhar e a trilhar, agora me parece mais palpável, mais verdadeiro.
Não nego que as vezes olho para trás, olho no fundo de teus olhos em meus sonhos.
Mas já não sinto dor, já não te procuro tanto, já não quero mais você. Não te necessito mais.
Mas acredite, ainda te amo, simples assim. Mas isso não significa que se você voltar estarei disposta a recomeçar.
Sim, eu sinto sua falta, falta de suas conversas, de suas risadas, de seus elogios. Sinto falta de você me chamando de amor, mas isso não quer dizer que eu te aceitaria de volta.
Eu aprendi muito no tempo em que vivi por você e você não se importava.
Aprendi a valorizar o que sou e o que me faz sorrir.
Você não me faz sorrir, não mais.
Te amo, mas não quero te ter.
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quarta-feira, 17 de março de 2010

Pra você, meu melhor amigo ♥

Se eu te disser que paro e penso ' E agora,o que vai ser de mim?'
Me explica Kenne, quem vai me fazer rir sempre, mesmo quando to chorando? Quem sem ao menos dizer oi já vai me destratando no msn? Quem vai me atazanar a vida pra fazer edição em foto? Quem vai me fazer baixar um música de uma banda que eu nunca vi na vida, e o pior de tudo, me fazer gostar! Quem? Quem vai me dar aquele abraço apertado, repleto de saudade, de carinho, de amor.?
Me diz Kenny, quem vai ser meu anjo amigo, meu porto (in)seguro, meu conselheiro, meu dicionário ambulante, meu ladrão de bala, meu amigo achado que não toma coca, meu companheiro de loucura, meu aspirante  a fake. quem?
Tanta coisa ficou pra ser dita entre nós, mas o mais importante acho que te disse um milhão de vezes.
Eu te amo, e muito.
E morro de saudade todo dia, saudade das tuas risadas nem um pouco discretas, saudade dos teus cochichos irônicos, das tuas palavras sinceras, da tua personalidade forte.
Saudades suas, meu melhor amigo ♥
Te desejo toda sorte e todo sucesso do mundo, porque você merece!

'Um dia lindo pra sair de casa e andar sem rumo, esquecer que não é lindo ver o amigo partir sem rumo, não vou saber. Mas vou lembrar que não se morre quando se deixa vivo o seu olhar dentro de nós, mas vou chorar por ser parte daquilo que não entendo, vou chorar  por você '♪
Pricila Langner Ramos

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quarta-feira, 3 de março de 2010

Acabou

O mundo era uma parque de diversões. Ela fazia tudo que queria e até pagava por isso.
Os caras com quem saia eram apenas bonecos, brinquedos, pedaços de papel.
Ninguém a encantava nem ela permitia.
Seu beijo era ardente, viciante. Ela tinha rosto de menina-moça, voz de anjo celeste mas era um dêmonio feminino. Usava todos a seu redor para seu puro prazer.
Até que ele apareceu, calmamente a envolveu com seus ares de bom moço, seu sorriso cativante, palavras doces e sinceras. A garota se envolveu, permitiu-se. Deixou de querer usar e passou a gostar de pertencer a  um só homem. Deixou-se sonhar, almejar um futuro antes tão distante, idiota para seus padrões.
Mas ele não era assim tão puro, ou tão doce quanto parecia e ela não era tão esperta quanto aparentava.
Seu sorriso era malicioso e seu toque era violento, ela, já tão envolvida, não conseguia larga-lo, repreende-lo. Não podia partir.
O tempo passou e ela deixou de ser ela mesma para ser quem ele queria que fosse. Desprezível menina. Seu rosto já não parecia de criança pois trazia dor no olhar, sua voz já não se ouvia. Seus beijos eram forçados, com nojo, repulsa. Sua vida não era mais sua, agora pertencia àquele a quem entregou seu coração.
A notícia foi um choque. Grávida. Outra vida, outro ser pra sofrer nesse mundo insano. Um criança inocente e alheia a tudo que aconteceu aqui, alguém que não merecia viver tudo isso.
Só havia um jeito, e ela o fez, mas não sem ir junto.
Um viaduto, transito movimentado, uma lágrima, um grito e um pulo. Acabou.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Ela o amava

Ela o viu, parado no asfalto, a chuva molhando seu rosto, e mesmo sabendo o porquê dele estar ali, ela foi ao seu encontro.
Ele sorrio, e isso iluminou aquele dia sem sol. Nada que o futuro a reservara era superior ao encanto de seus olhos brilhantes. Nada que dissessem iria fazê-la afastar-se do abraço apertado que só ele tinha.
Ela renegara uma vida em que ele não fizesse parte, então resolveu se entregar.
Ela o amava, e por isso tudo fazia sentido.
Ela correu até ele, molhando seu corpo que já estava ardente pela simples expectativa.
Ao se aproximar, suas mãos se uniram e seus lábios por uma ultima vez se encontraram.
Era como se todo o mundo se resumisse àquele beijo, um doce veneno, um fogo que penetrava as veias. O toque das mãos e dos corpos já aceleravam, eram intensos e urgentes.
O tempo desapareceu. Eram só dois amantes no vácuo do universo.
Ela pôs a mão dele sobre seu coração, para que ele sentisse que era por aquilo que ela esperou a vida toda, ele, num impulso quase humano sussurrou-lhe no ouvido ' Eu te amo, aqui ou no inferno'.
Já não havia o que ser feito, o beijo, o desejo, a memória, tudo ficou pra trás, agora só o que poderiam fazer era concretizar o destino.
Ele segurou a cabeça da amada entre as mãos, olhou fundo em seus olhos, sorrio e viu que ela também sorria, então ambos fecharam os olhos, como se tivessem ensaiado milhões de vezes. Num ultimo suspiro ela fala ' Também te amo, aqui ou onde for'.
Então, com uma leve pressão e um estalo surdo ele partiu-lhe a espinha dorsal, levou sua vida e virou dono de seu coração para toda a eternidade.

22-02-2010
Pricila Langner Ramos
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Dito popular:

Ex-namorado é que nem vestido velho: você vê numa foto antiga e não entende como conseguiu sair com AQUILO!

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Faltam dois meses para um ano que eu provei teu beijo.
Me dói lembrar que só te tenho em pensamento.

15-02-2010

Pricila Langner Ramos
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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Você não estava lá

No meio da multidão, só um rosto eu procurava. Achei que já tinha superado esse desejo, mas não. Você ainda é o que faz meu coração bater mais forte.
Você brinca comigo, me diz coisas lindas, me chama de amor. Mexe comigo como nunca ninguém mexeu. Mas você mente, todo tempo.
Eu te esperei, procurei. Vi você no rosto de outros. Mas você não estava lá.
Perdi o chão, pois mais uma vez te superestimei. Imaginei você.
Criei um personagem que não existe. Te amei, mais um milhão de vezes.
Não sei como pode, um amor assim. Você mente, eu acredito, me apaixono, me decepciono, mas sigo te amando.
Sem toque, sem beijo, só promessas. Promessas infundadas de encontros furtivos.
As vezes até te provoco, pra ver se você reage, se faz homem e vem de uma vez me ter. Mas nem isso. Já até tentei parecer indiferente, mas como fingir não se importar com quem faz arfar meu peito jovem como que tomado por uma doença sem cura?
Já busquei te entender, saber como funciona tua cabeça de moleque, mas nada disso me fez te amar menos ou ao menos disfarçar.
Já prometi milhões de vezes te deixar pra lá, buscar outra pessoa, mas não dá, não sou forte para deixar meu coração pra trás. Sempre achei que era, mas não sou.
Essas malditas lágrimas, esse nó na garganta, esse aperto no coração, isso não sou eu. Eu nunca fui assim.
Pela primeira vez não tenho uma solução. Não sei como agir, não sei o que fazer nem ao menos para amenizar essa dor.
Até a solidão, o silencio, que antes me faziam bem, agora me agonizam, me sufocam.
Preciso de ares novos, gente nova, preciso mudar de cidade, de país, quem sabe até ir para a lua.
Qualquer lugar onde ninguém te conheça e não possa me dar notícias tuas.

14-02-2010 , ressaca de um carnaval idiota

Pricila Langner Ramos
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Escolhas

É tão difícil viver e respirar por algo. As nossas escolhas nos rotulam e nos condenam
Mas também não é possível deixar se levar pela maré, não podemos parar e esperar a vida seguir em frente e nos levar com ela.
é tão complicado saber para onde ir, como é simples seguir o nada sempre.
E quando a batalha é travada entre a razão e o sentimento, não se sabe nunca quem vai ganhar, e no final todos perdem, principalmente o, suposto, dono dos dois.
Não somos seres racionais, somos animais emocionais, que levam em cada sopro de vida algo de bom e de ruim, pedaços do céu e do inferno.
Somos antíteses pulsantes, gritantes, solitárias. Não há no mundo aquele que não se contraria a cada minuto, a cada paixão a cada pedaço de vida.
Somos como as formiga, nos apaixonamos pela folha mais alta, mais distantes de nossa realidade, de nossa possibilidade. Esperamos que um dia ela caia a nossos pés e ai iremos leva-la para casa e trata-la com carinho.
Esperamos.
Acabamos por desistir, buscamos então a mais próxima, para ocupar o lugar daquela que nenhum ventos nos fez o favor de trazer.
Tempos depois, passando por aquela mesma árvore, nos deparamos com aquela tão desejada folha, mas ela já não serve, pois agora já temo outra, uma menos bonita, menos amável, que nunca nos despertou tanto desejo, mas foi ela que tapou o buraco pela falta dessa.
Chegamos novamente ao impasse, entre o amor e a segurança, entre a aventura e o pé no chão.
É possível aprender a amar? É possível gostar pelo convívio, pelo tempo. É possível esquecer o sonho, a utopia, a paixão pelo impossível?
Não. O conformismo até é uma característica humana, mas no ultimo segundo antes de dormir, todo santo dia, você vai lembrar daquela folha, aquela bem lá do alto que chegou tarde de mais, que você não foi buscar, que você amou e não fez de tudo para ter. Você vai lembrar.
E vai se arrepender.

Pricila Langner Ramos
28-01-2010
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Esse vazio inabalável

Sou um pedaço de nada, um sopro de poeira. É assim que me sinto, aqui sozinha, como tantas vezes fiquei.
O vazio em meu peito oscila constantemente. Ora intenso ao ponto de causar uma dor física, ora brando, quase imperceptível. Mas meus olhos me condenam, não consigo mascarar a angústia, a tristeza. Eu até fico bem, enquanto ninguém me pergunta como estou, pois então, vem a sensação de impotência, de melancolia, já não consigo responder 'Sim claro, estou bem' . Perdi a capacidade de mentir para os outros, de mentir para mim mesma.
Já não consigo levantar a cabeça e seguir em frente, meus pés se agarram no chão, me impedem de dar um passo, e depois outro, e voltar a caminhar. Estou presa, submissa a vontade do tempo. Perdi a esperança de dias melhores, não tenho inspiração para respirar. Perdi, em alguma esquina, o prazer pela vida, o amor pelas coisas simples.
Tudo a minha volta me sufoca, me asfixia. Esse sol, esse vento que bate no rosto, essas paredes das mesmas cores faz tanto tempo. Já não tenho mais fome, nem ânimo. faço as coisas mecânicamente, para ocupar o tempo que demora tanto a passar.
Não tenho mais vontade de sair com meus amigos, ou de ficar com garotos. Tudo o que me consome é esse vazio incessante, impassível, que me torna tão incapaz de reagir.
Estou me sentindo terrivelmente só e irremediavelmente destroçada por dentro.

Pricila Langner Ramos
26-1-2010
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Mais uma lágrima

Mais uma vez prometo seguir em frente sem olhar pra trás.
Com as mãos vazias, enxugo as lágrimas que caem sem permissão, resvalam por meu rosto desfigurado pela dor e atingem a calçada.
Mais uma vez eu juro não voltar a olhar pra trás, e percorro os caminhos nebulosos da solidão opcional.Não carrego rancor nenhum, não tenho espaço para sentimentos vãos contra aquele que me fez sofrer tanto pois a dor da renuncia, da derrota, toma cada pedaço de minha alma, esta, já tão calejada por essa vida insana.
Com os olhos turvos pelo excesso de sentimento que aflora, olho ao redor para me certificar de não deixar rastros, vestígios que possam dar pistas de meu paradeiro.
Preciso de um momento só, um momento pra por meus pensamentos e angustias em ordem, um tempo para traçar novos objetivos, que me levem a ter forçar para continuar, que me façam seguir em frente mesmo destroçada por dentro. Necessito de uma golfada de ar que me lembre de lutar por uma utopia de felicidade, preciso de uma brecha na rotina que me permita sentir os pés em uma água corrente.
Meu mundo foi destroçado por partículas invisíveis que vieram e se foram com a mesma rapidez. Me fizeram sofrer loucamente, amar insanamente, me entregar sem pensar e chorar mares salgados de lágrimas vitais; não necessariamente nessa ordem.
Me ergo dessas malditas cinzas sem forças e sem destino, sem bagagem ou companheiro. Sou novamente uma andarilha que não para para ouvir mais nada. Busco incessantemente um objetivo, uma faisca, uma fagulha qualquer que me faça permanecer de pé, sem fé, sem amor, sem nada, só que me faça querer respirar. Ando sem rumo por lugares já desbravados, mas olho mais atentamente, em busca de um colorido novo, um canto desconhecido, um lugar invisível a olhos viciados, um paraíso próprio, um lugar para chamar de meu. E que nesse lugar eu encontre o que desejo, o que espero, o que é verdadeiramente meu.


Pricila Langner Ramos
06-01-2010
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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Natal

Natal é um momento tão mágico, onde olhos de criança brilham
E até daqueles que já cresceram, no fundo se encantam com as luzes, os presentes o o espírito de fraternidade.
É só um dia, que representa tanta coisa, de forma tão simples.
Desejo que, nessa noite mágica, você e todos que você ama, possam sentir, dentro do coração, a felicidade de um sorriso, a magia de um abraço, o esperança de um presente e o amor de laços fortes e duradouros.
Feliz Natal!!!

Pricila Langner Ramos
24-12-2009
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domingo, 20 de dezembro de 2009

Quase o fim de tudo

Se tudo acabasse, ao lado de quem você queria morrer?
Se esse fosse seu ultimo suspiro, ele seria dedicado a quem?
Se a vida se esvaziasse, se perdesse entre seus dedos, em quem você daria seu ultimo e derradeiro beijo?
Alguma vez você já pensou que a vida é frágil como uma taça de vidro, que a qualquer momento pode resvalar pelos dedos e se fragmentar em mil pedaços pelo chão do nada?
São perguntas infundadas, rasas, mas que arrebatam corações, almas imortais, vidas breves, sorrisos tristes e beijos doces de amor.
Se um dia você parar pra pensar em tudo que lhe disse, meu amor, você verá que está na hora de voltar.
Volta pra mim, vem me fazer feliz, esperei tantas vidas por você, não reclamo, só espero você me encontrar de novo ♥

Pricila Langner Ramos
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Fugir de mim

O caminho se divide em dois, mascaras caem por terra, e eu permaneço aqui, só, só como sempre.
Vivos os mesmos dias a anos, os mesmo sorrisos e as mesmas amargas lágrimas.
Tudo que sei não me leva a lugar nenhum, só pesa mais a mala que carrego pela vida.
Tenho medo, que ao final, quando estiver pesado demais, eu largue tudo e corra
Corra muito além de tudo, corra pra um paraíso ou para o próprio inferno.
Tenho medo, e esse mede me remete a uma infancia com sonhos grandes e facilidades imensas
Queria voltar ao tempo eu que eu era eu e isso bastava.

Pricila Langner Ramos
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Não me liberte, não se arrependa

Não posso responder, entenda! Odiaria te ver partir, pela primeira vez ou de novo.
Entenda que sou uma força imensa, mas na superfície tudo está calmo, tranquilo, monótono.
Entenda, meu amor, não posso entregar de bandeja pra você quem sou, pois não suportaria te ver chorar, não suportaria seu gritos e sua agonia,
Por favor, não me deixe libertar o demônio que habita meu eu.

Pricila L.R.
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Somos os outros

Somos artistas da mentira, mascaramos sorrisos, engolimos lágrimas e fingimos dor.
Somos aquilo que odiamos, e isso não conforta
É preferível viver só, do que iludir aqueles que nos rodeiam.
Buscar sonhos e cair em buracos sem fim
Somos pássaros livres dentro de um aquário de vidro.
Somos seres que se julgam humanos, somos imagem e semelhança, somos caos e destruição. Somos amor, somos angustia, somos nós espelhando os outros.


Pricila LR
25-11-09
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Dor

O que dói mais? Traição de amiga? Indiferença? Desrespeito? Amor não correspondido? Mentira? Solidão?
Você sabe a resposta? Talvez sim, talvez não.
Mas se de repente eu tentar te explicar que tudo isso no mesmo instante, no mesmo gesto, na mesma pessoa é muito mais doído, que essa dor é indescritível?
Você acreditaria se eu contasse, ao pé do seu ouvido, que é isso que sinto agora?
Você acreditaria em mim se eu lhe contasse isso sem lágrimas nos olhos?
Acredite.
Eu não costumo derramar lágrimas, elas mancham as imagens à minha frente. Além disso, lágrimas mostram que as pessoas que te feriram conseguiram te rebaixar.
Mas mesmo assim eu sinto dor. Agonia.
O coração fica apertado, parece que há um vazio no estômago. Acredite, eu já comi de tudo e não adiantou.
Mas sei que quando essa dor passar eu vou estar pior. Por quê? Não sei!
Tenho essa péssima mania de gostar das situações que me fazem sofrer.
Mas isso é realmente ruim? Você sabe responder?
Não é melhor ter algo por quê sofrer do que não ter nada? Estúpido amortecimento emocional.
Normalmente sou assim: amortecida emocionalmente.
Você pode chamar isso de frieza, calculismo. Bom, o nome certo eu não sei, só sei que não é bom. Não mesmo.
Por favor, não tente isso em casa, deixa para os profissionais na área de perder o coração.

09-11-09

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